Comunicação e Colaboração em equipes
Escrito por lucianofelix em 27 Junho, 2008
Ontem (26/06), convidado pela minha amiga Rebeka Maia, estive presente a um evento sobre design de interação com o usuário, organizado pelo UXrecife na Faculdade Marista.No fim do evento surgiu uma discussão sobre a necessidade de um programador aprender as atividades de um designer e de um designer aprender sobre as atividade de um programador. Isso me remeteu imediatamente a como as equipes Scrum devem se organizar. Os processos ágeis em geral valorizam a comunicação, ou seja, numa equipe multidisciplinar: designers, programadores, testadores, analistas, precisam interagir, precisam se comunicar e se todos não tiverem o mínimo de vocabulário comum, o trabalho pode se complicar. Durante o evento isso ficou muito claro no depoimento de todos.
Outra questão muito importante é que quando uma equipe tem seus papéis extremamente definidos e ninguém se envolve como nada fora da sua área de atuação, o que se vê é uma falta de colaboração dentro do time, onde cada uma faz o seu trabalho e passa para a frente sem se preocupar muito com o trabalho seguinte. Hum…, isso parece familiar, alguém falou Waterfall ?? Quando especializamos demais os membros de uma equipe, o que acontece é que criamos um pequeno waterfall onde não há colaboração entre as partes, onde cada “setor” da equpe faz seu trabalho e o “joga por cima do muro”, isso sem dúvida não é uma forma sadia de se trabalhar.
Toda a equipe deve ter o mesmo objetivo, entregar o produto, e não somente, “entregar o design” ou “entregar o código” ou “testar” e cada membro da equipe deve fazer o possível para que o objetivo maior seja atingido e não se limitar apenas ao seu título.
29 Julho, 2008 às 11:48 pm
Pois é! Colaboração na equipe é fundamental! Acho que ninguém precisa ser especialista em algo que o companheiro de equipe domina, mas todos devem ter conhecimento necessário para reconhecer o problema e encaminhar para uma solução. Acho que depois de utilizar o Scrum, eu tenho uma maior percepção de reconhecer um problema, mesmo que não seja de domínio meu. Tá lá no quadro, só não enxerga quem não quer!