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Estimar ou Não Estimar

Posted by Luciano Félix em 12 março, 2009

Esse é um assunto um tanto quanto polêmico dentro da comunidade, temos defensores das 2 abordagens, nos livros do Ken Schawber e Mike Cohn, vemos a recomendação de estimar as tarefas em horas, mas já a algum tempo a idéia de abrir mão das estimativas das tarefas vem crescendo e ganhando adeptos e eu particularmente sou um deles. O que acontece normalmente é que o planejamento da sprint pode tornar-se longo e cansativo quando a equipe tem de estimar cada uma das tarefas que ela acredita serem necessárias para desenvolver os itens debacklog , o que se vê normalmente são discussões intermináveis se uma tarefa vai levar 4 ou 6 horas sendo que essa informação não será de fato importante na hora de se entregar um item pronto.

Na minha opinião é totalmente possível se atingir todos os objetivos de uma sprint, tanto no que diz respeito ao incremento de software produzido quanto no que diz respeito ao processo, além de simplificar o planejamento sem prejudicar em nada seu resultado. Em seu artigo publicado pela Scrum Alliance o Alan Atlas fala muito bem sobre esse assunto.

De acordo com Alan os dois principais motivos da maioria das equipes utilizarem estimativas para tarefas:

  1. Criar um compromisso que seja exequível pela equipe em termos de incremento de software
  2. Criar um gráfico de burndown para monitorar o progresso da equipe.

Bem, esses 2 objetivos podem ser atingidos sem a necessidade de estimar as tarefas.

O compromisso da equipe pode se basear apenas na quantidade de story points que a equipe acredita ser possível entregar dentro do tempo da sprint e ao passo que a velocidade da equipe vai estabilizando as estimativas de tarefas ficam ainda mais dispensáveis.

Já o burndown chart pode passar a ser baseado apenas na quantidade de tarefas, o que exigirá da equipe uma diminuição do tamanho de suas tarefas, identificando-as mais claramente, assim o gráfico será atualizado somente quando uma tarefa for concluída completamente. Além desse gráfico também é interessante usar umburndown baseado em story points. Enquanto o burndown baseado em quantidade dá um idéia de progresso técnico, o baseado em story point da uma idéia de progresso mais voltado ao negócio.

Acredito que as estimativas de tarefas podem levar a um microgerenciamento desnecessário e custoso para a equipe e podemos de fato abandoná-las sem prejuízo ao projeto tornando o planejamento e o acompanhamento mais simples.

Uma resposta to “Estimar ou Não Estimar”

  1. De Acordo.

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